A História das Romarias

A Romaria em Números

Ao longo dos 55 anos de romarias percebemos que Nonoai se tornou um dos maiores centros religiosos do Rio Grande do Sul, recebendo milhares de romeiros durante o evento das romarias centenas de devotos durante o ano todo desejam cumprir suas promessas aos Beatos pelas graças recebidas e outras milhares de pessoas que turisticamente visitam para conhecer este Chão Santo. Durante a história, mais de 800 voluntários se colocam à disposição, integrando várias equipes de trabalho. Além dos padres do Santuário, outros da Diocese também têm um importante papel, nas celebrações durante os dias de novena, nas missas e nos atendimentos as confissões e bênçãos durante a Romaria.

Todos os anos, são pessoas de todas as classes sociais, que aqui vem para pagar suas promessas ou em busca de graças, e todos, sem distinção, esperam pelo milagre que concederá aos Beatos a Canonização.

Os  números  impressionam.

143
Desde a sua implantação como Freguesia de Nossa Senhora da Luz
55
Romarias Realizadas
10000
Milhares de Graças Alcançadas
70000
Romeiros em 2019
2200000
Dois Milhões e Duzentas pessoas em todas as Romarias

Expressão de fé e devoção

“A fé é o firme fundamento das coisas que esperam, e a prova das coisas que não se veem” (Hebreus 11:1)

Ao longo do tempo, o Espírito Santo tem suscitado na vida da Igreja diversas manifestações que provam que todos somos chamados à santidade. Neste contexto homens e mulheres criados a imagem e semelhança de Deus são inspirados a se tornarem autênticos modelos de vida. Em outros momentos, o povo de Deus é impelido a expressar a sua fé, através de gestos, palavras e atitudes, que com o passar do tempo, se tornam uma marca registrada de sua história religiosa.

Assim, a comunidade católica da Diocese de Frederico Westphalen, Santuário Nossa Senhora da Luz Beatos Manuel e Adílio de Nonoai, há 55 anos, marca a sua história com as Romarias Penitenciais em honra a Nossa Senhora da Luz e aos Beatos Manuel e Adílio.

Ter fé significa ter esperança de que algo vai mudar de forma positiva. E por assim crer, inúmeros fieis, alimentando o seu amor a Deus e aos irmãos, se reúnem em uma forte corrente de oração, para pedir ou agradecer as bênçãos recebidas por intercessão de nossos Beatos.

Santo Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, sublinha que um ato de devoção inclui particularmente a pronta oferta da própria vontade a Deus (cf. S. Th. II-II, q. 82). É assim que conseguimos entender as manifestações e sacrifícios destes devotos autênticos.

As romarias têm se tornado verdadeiras expressões de fé e devoção que brotam de corações filiais, de almas repletas de amor e gratidão, da simplicidade de quem confia na graça Divina. É assim que inúmeros fieis desta comunidade se colocam a serviço e outros tantos se deslocam para cá.

A fé é virtude daqueles que aceitam como verdade absoluta os princípios difundidos por sua religião. Ter fé em Deus é acreditar na sua existência e na sua onisciência e por assim crer, esta comunidade, mais uma vez promoverá no terceiro domingo de maio de 2020 um dos maiores eventos religiosos do Rio Grande do Sul, a 56ª Romaria Penitencial em Honra a Nossa Senhora da Luz e dos Beatos Manuel e Adílio.

Os Beatos Manuel e Adílio foram martirizados por acreditar que Deus está acima do que julgamos ser o bem ou o mal. Seu sacrifício serve como exemplo para que não tenhamos medo de dizer a verdade, mesmo que ela nos leve as últimas consequências. A devoção e as honras de beatificação e canonização se devem a este grande ato de fé e amor incondicional.

Ser devoto é ter um amigo no céu, mais próximo de Deus do que nós, a quem recorremos que interceda por nós junto a Deus Pai, nos momentos de angústia, ou a quem podemos agradecer o intermédio das graças recebidas. Esta comunidade é privilegiada, pois em vez de um, tem dois amigos a quem pode recorrer.

Beatos Manuel e Adílio que a exemplo de vossas virtudes, sejamos recebidos entre os amigos de Cristo, nesta vida e na que há de vir! Amém.

Sandra Aparecida Zanatta Müller

 

 

Corações e mãos voluntárias pela fé

Mais de 800 pessoas trabalham para acolher e atender os milhares de romeiros que vem a Nonoai

Há 55 anos voluntários trabalham incansavelmente, antes e durante a romaria, para atender os milhares de fieis devotos que vêm participar do evento religioso em Nonoai.

A rotina de inúmeros nonoaienses muda por completo, principalmente na semana que antecede e nos dias de romaria. O Santuário se torna a casa desses voluntários. Mais de 800 pessoas se envolvem e integram as diversas equipes de trabalho. Além dos padres do Santuário, outros da Diocese também têm um importante papel, nos dias de novena e nos atendimentos as confissões e bênçãos durante o evento.

Além de todo o trabalho desenvolvido pelo Conselho Paroquial na organização, muitas outras equipes trabalham no preparo dos alimentos, na limpeza, na segurança, na liturgia e nos cantos, na comunicação e divulgação e na acolhida dos romeiros, entre outros setores.

Envolvimento espontâneo

Por acontecer há 55 anos, o envolvimento dos voluntários já se tornou espontâneo nas romarias. Chegados os dias do evento um clima bom toma a cidade e o espírito de colaboração mútua e acolhida se apossa das pessoas. A união dessas pessoas somada as inúmeras horas de trabalho faz com que a romaria cresça a cada edição, atraindo mais e mais fiéis.

A lista de entidades e pessoas que auxiliam na romaria é grande. O trabalho voluntário é uma pequena amostra de empenho de cada um, cada qual a sua maneira. Para esses voluntários incansáveis, a recompensa é simples. Ver o Santuário se tornar cada vez mais um espaço de orações e pedidos por graças, colecionando histórias dos devotos dos Beatos Manuel e Adílio, assim como suas próprias experiências de fé e religiosidade.

 

A disseminação da devoção

As Caravanas de Romeiros

Cada ano, cada aproximou romeiros de todas as regiões do Rio Grande do Sul e de outros estados, com o passar dos anos a ultrapassou fronteiras e nos dias de hoje, sabemos de devotos dos Beatos Manuel e Adílio praticamente no mundo inteiro, obviamente em quantidades menores fora do nosso pais, mais recebemos muitos relatos de fé em honra aos nossos Beatos.

A história das Romarias

No dia 5 de Março de 1964, na presença do reverendíssimo Dom João Hoffmann, bispo Diocesano, foram tirados da Hermita, em Feijão Miúdo, município de Três Passos, os restos mortais do Padre Manuel Gomez Gonzalez e do coroinha Adílio Daronch. Iniciou-se então a peregrinação por todas as comunidades que supostamente os Mártires passaram em sua missão.

No dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima, chegaram à primeira capela da Paróquia Nossa Senhora da Luz, na comunidade Nossa Senhora do Caravaggio de Lajeado Grande.

Foi celebrada uma grande missa popular com a presença do bispo e do padre Afonso Hansen. Após seguiu-se um roteiro pelas seguintes comunidades: São João Batista do Saltinho Bela Vista, Nossa Senhora Aparecida de Posse dos Linhares, Santa Catarina de Linha Batinga, Santo Antônio de Rio dos Índios, Santo Antônio de Bom Retiro, São Sebastião de Linha Mânica, São José de Linha São José, São João Batista de Gramado dos Loureiros, Linha Baú, Nossa Senhora de Lourdes de Colônia Nova, Nossa Senhora da Saúde de Linha Cachoeira, Santa Ana de Linha Nova, Linha Zamboni, Linha Vista Alegre e Nossa Senhora Aparecida de Trindade do Sul.

Em Trindade do Sul os restos mortais permaneceram até o dia 31 de maio, quando após Dom João Hoffmann celebrar missa solene com o povo, em caravana seguiram para chegar finalmente em Nonoai. Aqui foram recebidos calorosamente pelo povo que os acompanhou desde a entrada da cidade até o Santuário em construção.

Segundo testemunhos de pessoas que participaram, um bando de pombas caseiras e de andorinhas acompanhou a procissão.

Estava presente o irmão, duas irmãs e sobrinhos do Coroinha Adílio Daronch. Esta foi à primeira Romaria.